Memória: 55 anos do falecimento de Djalma Maranhão
Ex-prefeito de Natal teve trajetória marcada por gestão inovadora e pela campanha Pé no Chão Também se Aprende a Ler.

Passados 55 anos desde o falecimento de Djalma Maranhão na cidade de Montevidéu, no Uruguai, a trajetória do primeiro prefeito de Natal eleito pelo voto popular permanece como um marco na história política do Rio Grande do Norte. Durante os períodos em que esteve à frente da administração municipal, entre 1956 e 1959 e de 1960 a 1964, sua gestão foi caracterizada pela ausência de escândalos administrativos e pela entrega de obras relevantes para a capital potiguar.
O principal legado de sua gestão administrativa foi a implementação da Campanha de Pé no Chão Também se Aprende a Ler, deflagrada em fevereiro de 1961. A iniciativa representou uma ruptura com as práticas tradicionais e conservadoras da classe política da época, colocando a educação e a cultura no centro das políticas públicas voltadas para as parcelas mais vulneráveis da população natalense.
A capacidade de articulação e o modelo de gestão implementados projetaram Djalma Maranhão no cenário estadual, credenciando-o a disputar o Governo do Estado nas eleições marcadas para outubro de 1965. No entanto, o avanço de sua proposta de transformação social foi interrompido com a deflagração do golpe militar em abril de 1964, momento em que foi deposto do cargo executivo municipal.
Após a deposição, o ex-prefeito foi submetido a prisões em instalações militares em Natal, em Fernando de Noronha e em Recife, sob a acusação de subversão por parte do regime. Sua libertação ocorreu apenas em novembro de 1964, após a concessão de um habeas corpus pelo Supremo Tribunal Federal, o que lhe possibilitou buscar asilo político no Uruguai, onde permaneceu até o seu falecimento em 30 de junho de 1971.
Com informações de saibamais


