Bússola Potiguar
Esporte

A trajetória de Gianni Infantino até a presidência da Fifa

Conheça a história do atual mandatário máximo do futebol mundial e os bastidores de sua ascensão ao cargo em 2016.

Redação Bussola Potiguar·31 de julho de 2026·2 min de leitura
Wikimedia Commons|https://pt.wikipedia.org/wiki/Gianni_Infantino

A trajetória de Gianni Infantino até o comando da entidade máxima do futebol mundial foi marcada por passagens no direito desportivo e uma ascensão gradual nos bastidores de organizações europeias. Formado em Universidade de Friburgo, o suíço iniciou sua carreira atuando como consultor jurídico e integrou o Centro Internacional de Estudos do Desporto antes de ingressar no departamento jurídico da Uefa no ano de 2000. Ao longo dos anos, sua atuação administrativa ganhou projeção na estrutura europeia até sua nomeação como secretário-geral da instituição em 2009, período em que se tornou figura conhecida do público ao conduzir os sorteios da Liga dos Campeões.

A chegada de Infantino à corrida presidencial da Fifa ocorreu em um momento de profunda crise institucional, desencadeada por denúncias de corrupção e pelo afastamento de dirigentes históricos. Com a suspensão de Michel Platini, que era considerado o principal nome europeu para a sucessão, o atual presidente assumiu o posto de candidato apoiado pelas confederações do continente. A estratégia articulada envolveu a construção de uma ampla coalizão internacional, buscando alianças estratégicas com federações de diferentes regiões do planeta para viabilizar sua candidatura no Congresso Extraordinário realizado em Zurique.

Durante o processo eleitoral de fevereiro de 2016, a disputa exigiu articulações intensas nos bastidores com blocos continentais como a Conmebol e a Concacaf, que desempenharam papéis cruciais na consolidação dos votos na reta final. Embora a Ásia e a África estivessem inicialmente alinhadas a outros concorrentes, o suíço obteve adesões individuais de diversos países dessas regiões. O pleito foi definido no segundo turno, quando Infantino alcançou a maioria necessária dos votos válidos e derrotou o xeque Salman bin Ibrahim Al Khalifa, assumindo o controle da organização com promessas de reformas e expansão das principais competições.

Desde o início de sua gestão, a administração de Infantino priorizou mudanças estruturais no formato de torneios organizados pela entidade, destacando-se a reformulação e o aumento de participantes na Copa do Mundo a partir de 2026. A campanha que o conduziu ao cargo também contou com o endosso público de ex-jogadores de projeção internacional, utilizados para mitigar a imagem desgastada da instituição após os escândalos da gestão anterior. Desse modo, o percurso do dirigente reflete a transição de um operador jurídico dos bastidores para uma das posições mais influentes do esporte global.

Com informações de tribunadonorte

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