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Tecnologia

Foto viral de vendaval no Rio com cadeiras voando foi gerada por inteligência artificial

Checagem aponta que imagem compartilhada nas redes sociais simulando estragos em Ipanema apresenta marcas digitais e inconsistências visuais.

Redação Bussola Potiguar·31 de julho de 2026·2 min de leitura
Foto viral de vendaval no Rio com cadeiras voando foi gerada por inteligência artificial

Circula nas redes sociais desde a última quinta-feira uma fotografia que supostamente retrata o cenário de destruição e fortes ventos no calçadão de Ipanema, na zona sul do Rio de Janeiro. A publicação ganhou repercussão após tempestades com rajadas superiores a 100 quilômetros por hora atingirem a região metropolitana fluminense durante a semana. No entanto, o material que exibe pessoas correndo, coqueiros inclinados e cadeiras de praia sendo arremessadas não é verdadeiro e foi integralmente produzido por ferramentas computacionais.

A constatação foi obtida após a submissão do arquivo a sistemas especializados em detecção de conteúdo sintético, incluindo a tecnologia da empresa OpenAI. A análise apontou a presença de assinaturas digitais características de mídias geradas artificialmente, como o marcador SynthID, desenvolvido para identificar elementos visuais fabricados por computadores de forma imperceptível ao olho humano. Além disso, o sistema constatou a ausência de credenciais de procedência legítima que comprovem a origem fotográfica real do arquivo.

Uma inspeção visual detalhada na imagem também revela diversas falhas de proporção e coerência típicas de softwares de inteligência artificial generativa. Entre as inconsistências perceptíveis estão a fusão anatômica entre o pé de um pedestre e o padrão geométrico do calçadão, a duplicação na estrutura da perna de um homem em fuga e a presença de uma pessoa deitada de ponta-cabeça sobre um mobiliário de praia. Elementos urbanos tradicionais da orla carioca também aparecem com distorções na vegetação e no desenho do piso.

Especialistas em checagem de fatos reforçam a importância de manter o ceticismo diante de registros impactantes compartilhados em plataformas digitais logo após eventos climáticos extremos. O uso de tecnologias de geração sintética tem se tornado recorrente na criação de cenários dramáticos com o objetivo de atrair engajamento em perfis de redes sociais. A verificação prévia em agências especializadas e portais jornalísticos oficiais permanece como a principal barreira contra a disseminação de desinformação em momentos de crise.

Com informações de g1.globo

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