Bússola Potiguar
Esporte

Fifa defende proposta comercial e nega venda de controle de torneios

Entidade máxima do futebol reagiu a críticas sobre a criação de subsidiária para captar investimentos e prometeu manter o controle das principais competições.

Redação Bussola Potiguar·31 de julho de 2026·2 min de leitura
Fifa defende proposta comercial e nega venda de controle de torneios

A Federação Internacional de Futebol reagiu nesta sexta-feira às contestações em torno do projeto que prevê a criação de uma empresa para concentrar as operações comerciais e a realização de seus torneios. Em posicionamento oficial, a instituição assegurou que nenhum ativo esportivo está sendo comercializado e que o controle sobre a Copa do Mundo, o Mundial de Clubes e demais campeonatos será preservado integralmente pela administração central.

O plano em debate consiste na criação da Fifa Forward Enterprise, subsidiária que reuniria atividades ligadas a direitos de transmissão, patrocínios, comercialização de ingressos, licenciamento de produtos e a organização operacional dos eventos. A entidade estima o valor da nova companhia em cerca de US$ 20 bilhões e projeta a abertura de participação minoritária de até 20% para investidores externos, operação que poderia injetar bilhões de dólares no caixa da organização.

De acordo com a direção da entidade, os parceiros privados não teriam qualquer ingerência sobre regras esportivas, formatos de competição, calendários ou decisões regulatórias. A proposta também estipula repasses financeiros adicionais às 211 associações nacionais filiadas, com programas voltados ao desenvolvimento do esporte em diferentes regiões do mundo, ampliando o montante destinado às federações nos próximos ciclos.

A iniciativa, contudo, encontrou forte resistência por parte de importantes confederações continentais, a exemplo da Uefa, Concacaf e da Confederação Asiática de Futebol. As organizações expressaram preocupação com a falta de detalhamento prévio sobre os mecanismos de governança, o perfil dos investidores e os potenciais impactos de longo prazo decorrentes da entrada de capital privado na estrutura administrativa do esporte.

As divergências internas também resultaram em repercussões na alta cúpula da instituição, marcada pela saída de um assessor direto da presidência que classificou a operação como desfavorável ao futuro da modalidade. Diante do cenário de contestação, a direção informou que o projeto dependerá do aval da maioria das federações e que o debate continuará em aberto para análise detalhada das condições propostas.

Com informações de agorarn

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