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Política

Governo paraguaio repudia declarações de Lula sobre Guerra do Paraguai

Chancelaria do Paraguai entregou nota de protesto ao embaixador brasileiro e exigiu a devolução de troféus históricos de guerra.

Redação Bussola Potiguar·31 de julho de 2026·1 min de leitura
Governo paraguaio repudia declarações de Lula sobre Guerra do Paraguai

O Ministério das Relações Exteriores do Paraguai formalizou um protesto diplomático contra declarações recentes do presidente brasileiro Luiz Inácio Lula da Silva referentes à Guerra do Paraguai. A manifestação ocorreu por meio de uma nota oficial entregue ao embaixador do Brasil em Assunção, José Marcondes, pelas autoridades paraguaias.

De acordo com o comunicado emitido pela chancelaria, o vice-presidente Pedro Alliana e o chanceler Rubén Ramírez Lezcano expressaram total desagrado com as falas presidenciais. Para o governo paraguaio, as menções históricas feitas pelo chefe do Executivo brasileiro distorcem fatos de relevância singular para a memória daquele país.

A controvérsia teve origem em um discurso proferido por Lula no interior do estado de São Paulo, ocasião em que abordou investimentos na defesa nacional e mencionou o conflito do século XIX. A repercussão imediata levou a diplomacia paraguaia a cobrar posturas baseadas no respeito recíproco e no espírito de reconciliação entre as duas nações.

Além da retratação verbal exigida, o governo do Paraguai aproveitou a oportunidade para apresentar demandas formais visando ao encerramento definitivo das divergências históricas. Entre os pedidos apresentados ao representante diplomático brasileiro constam a devolução de documentos oficiais do conflito e de troféus de guerra, incluindo os canhões Presidente López e Cristiano.

Em resposta aos questionamentos levantados, o embaixador brasileiro argumentou que as declarações ocorreram dentro de um contexto específico e assegurou que não houve nenhuma intenção de ofender o povo paraguaio. A diplomacia brasileira reforçou ainda os laços históricos de amizade e cooperação que unem os dois países vizinhos ao longo das últimas décadas.

Com informações de g1.globo

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