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Justiça determina reabertura integral do Hospital Maria Amélia Lins, em BH

G1·29 de julho de 2026·2 min de leitura
Justiça determina reabertura integral do Hospital Maria Amélia Lins, em BH

Hospital Maria Amélia Lins, na Região Hospitalar de Belo Horizonte. — Foto: Reprodução/TV Globo

A Justiça confirmou uma liminar que ordenou o restabelecimento dos serviços prestados pelo Hospital Maria Amélia Lins (HMAL), em Belo Horizonte, e determinou a reabertura integral da unidade. A decisão foi tomada nesta terça-feira (28) pelo juiz Wenderson de Souza Lima, da 2ª Vara da Fazenda Pública e Autarquias da Comarca da Capital.

A medida atende a um pedido do Ministério Público, que propôs uma ação civil pública contra o governo do estado. A promotoria denunciou que o fechamento do bloco cirúrgico do HMAL, em janeiro de 2025, e a paralisação dos atendimentos devido a mudanças de gestão sobrecarregaram o Hospital João XXIII, causando superlotação, cancelamento de cirurgias e risco de desassistência.

O MP também sustentou que o pretexto de reformas estruturais consistia em um "ato de desmonte do serviço público com vistas à terceirização".

Em contestação, o Executivo estadual e a Fundação Hospitalar do Estado de Minas Gerais (Fhemig) defenderam que a reorganização da rede de assistência constituía ato gerencial, inserido no mérito administrativo e não passível de processo judicial. Além disso, alegaram que a centralização dos serviços em um único hospital promoveu "maior eficiência e racionalização dos recursos".

A sentença, entretanto, reconheceu que o João XXIII não tem estrutura para absorver a demanda do Maria Amélia Lins, que historicamente funcionava como retaguarda para traumas e ortopedia, e ratificou a tutela de urgência concedida no ano passado.

O tribunal também considerou que a interrupção do atendimento violou o direito constitucional à saúde, determinando a reabertura do HMAL.

"O que ressurte como fato e como concepção, é a negligência do estado com os seus administrados, a indiferença do administrador público com a sorte de uma população tão alijada de necessidades básicas e existências, como se isso fosse algo discricionário, administrável e suscetível de aceitação", afirmou o juiz Wenderson de Souza Lima.

Procurado pela TV Globo, o Executivo estadual afirmou que ainda não foi intimado pela Justiça e que se manifestará nos autos do processo. Cabe recurso da decisão.

Com informações de g1.globo

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