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Bússola Potiguar
Saúde

Pesquisa aponta riscos da automedicação no tratamento da insônia

Estudo da USP revela que quatro em cada dez pacientes utilizam medicamentos sem indicação clínica adequada para distúrbios do sono.

Redação Bússola Potiguar

Publicado 07/08/2026 22h00 · 1 min de leitura

Pesquisa aponta riscos da automedicação no tratamento da insônia

Uma pesquisa realizada pela Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP) trouxe um alerta preocupante sobre o manejo do transtorno de insônia no Brasil. O levantamento, que acompanhou 1.158 pacientes, identificou que 40% das pessoas utilizam medicamentos que não possuem indicação formal para o tratamento de distúrbios do sono, recorrendo a substâncias que apenas mascaram sintomas ou provocam sonolência como efeito colateral.

O transtorno de insônia é caracterizado pela dificuldade persistente em dormir ou manter o sono, ocorrendo pelo menos três vezes por semana durante um período mínimo de três meses. Especialistas ressaltam que a automedicação, muitas vezes motivada pela busca por soluções rápidas e pela facilidade de acesso a fármacos sem receita, pode agravar o quadro clínico e retardar diagnósticos fundamentais.

De acordo com a coordenação do Laboratório de Psicologia do Sono do IP-USP, o uso de medicamentos deve ocorrer estritamente sob supervisão médica. O estudo reforça que o tratamento de primeira linha para a insônia não se baseia apenas em fármacos, mas sim em terapias comportamentais que buscam reeducar o estilo de vida e a higiene do sono do paciente.

A terapia cognitiva, citada pelos pesquisadores, atua na reestruturação de pensamentos disfuncionais que mantêm o estado de alerta do indivíduo. A prática envolve o estabelecimento de rotinas saudáveis, como a inclusão de exercícios físicos e técnicas de relaxamento, que auxiliam o organismo a retomar seu ciclo natural de descanso sem a dependência química de substâncias controladas.

Com informações de g1.globo

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