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Quem era o policial penal morto a tiros em SP: "Não media esforços para ajudar os outros", diz irmã

G1·29 de julho de 2026·3 min de leitura
Quem era o policial penal morto a tiros em SP: "Não media esforços para ajudar os outros", diz irmã

Tarso Esdra de Moura, de 44 anos, foi encontrado morto com marcas de tiro no domingo (26), em São Paulo. Ele trabalhava na unidade prisional de Aguaí. — Foto: Redes sociais

Um irmão dedicado, um pai amoroso e um trabalhador incansável. É assim que a família lembra de Tarso Esdra de Moura , 44 anos, policial penal da unidade prisinoal de Aguaí (SP). Ele foi encontrado morto com marcas de tiros e sinais de violência, no domingo (26), às margens da Rodovia Raposo Tavares, na Zona Oeste de São Paulo.

O corpo do policial penal foi sepultado nesta quarta-feira (29), no Cemitério Vila Rio, em Guarulhos. A Polícia Civil investiga o caso como homicídio.

Segundo a Secretaria de Segurança Pública (SSP), a família da vítima registrou o desaparecimento do policial penal no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP), no domingo (26).

O caso é investigado por meio de Inquérito Policial instaurado pelo DHPP, que realiza diligências para esclarecer os fatos.

De acordo com a Associação Nacional de Policiais Penais (Appen) , um suspeito de participar do crime foi preso.

Irmão dedicado

Segundo o relato da irmã, Talita Priscila, Tarso trabalhou em Aguaí e dedicou a vida a cuidar de quem amava, sem medir esforços para ajudar os outros e garantir um futuro melhor para o filho autista de 3 anos.

A família conta que Tarso sonhava em oferecer uma vida melhor ao menino e também aos pais. Não media esforços para ajudar quem precisasse.

"Ele sonhava ter uma vida melhor, se desdobrava para dar o melhor para o filho e meus pais. Não media esforço para ajudar os outros, para ele não tinha hora nem distância quando alguém precisava de ajuda", disse a irmã.

Carreira e família

De acordo com a família, depois de Tarso ser aprovado no concurso da Secretaria da Administração Penitenciária (SAP), construiu a carreira como policial penal, se casou e, 10 anos depois, realizou outro grande sonho e se tornou pai. O filho, hoje com 3 anos, era a sua maior motivação.

Policial penal foi encontrado morto às margens da Rodovia Raposo Tavares; Polícia Civil investiga o caso como homicídio. — Foto: Divulgação

Segundo a irmã, o policial penal carregou desde cedo o peso das responsabilidades. Segundo ela, Tarso começou a trabalhar ainda jovem para ajudar na renda da família.

Nos últimos meses, a rotina da família havia mudado. O filho precisava de tratamento especializado por ser autista, o que fez Tarso retornar para Guarulhos, já que o atendimento não existia em Aguaí.

Além disso, ele estava afastado do trabalho por motivos de saúde e se recuperava de uma cirurgia no braço.

"Sua memória será, para mim, a de uma pessoa que sofreu, lutou, fez coisas boas e viveu sua vida com dignidade", afirmou.

Talita informou que o irmão fazia planos para o futuro, e a intenção era voltar a morar perto da família, em Aguaí, até o fim deste ano.

O policial penal Tarso Esdra de Moura, trabalhava na unidade prisional de Aguaí, no interior de São Paulo. — Foto: Divulgação

Homicídio

O policial penal Tarso Esdra de Moura, de 44 anos, foi encontrado morto na noite de domingo (26), às margens da Rodovia Raposo Tavares, na Zona Oeste de São Paulo. Ele era servidor na unidade prisional de Aguaí, no interior do estado, e estava afastado das atividades funcionais por problemas de saúde.

Segundo a família, ele era considerado desaparecido desde o domingo. O corpo foi localizado por volta das 20h e apresentava ferimentos provocados por arma de fogo, além de outros sinais de violência, como hematomas.

Segundo a SSP, policiais militares foram acionados para atender a ocorrência e encontraram a vítima, já sem vida, com ferimentos causados por arma de fogo. A perícia foi acionada e o caso foi registrado no 89º Distrito Policial (Jardim Taboão).

As circunstâncias do crime são investigadas pela Polícia Civil.

Com informações de g1.globo

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