Bússola Potiguar
Meio Ambiente

Rio Potengi apresenta sinais de degradação e qualidade regular

Monitoramento da SOS Mata Atlântica aponta concentração elevada de coliformes e alerta para o limite ecológico do estuário em Natal.

Redação Bussola Potiguar·31 de julho de 2026·1 min de leitura
Rio Potengi apresenta sinais de degradação e qualidade regular

O Rio Potengi, considerado um dos principais cartões-postais de Natal e importante fonte de sustento para comunidades pesqueiras locais, apresentou novos sinais de alerta em relação à qualidade de suas águas. Dados de um monitoramento recente apontam que o ecossistema opera próximo de limites preocupantes, levantando debates sobre a preservação ambiental na região estuarina.

A avaliação, conduzida pelo Instituto Navegar por meio do programa Observando os Rios da Fundação SOS Mata Atlântica, classificou o trecho próximo ao Iate Clube do Natal como 'regular', registrando nota média 33 em uma escala que vai de péssima a ótima. A coleta mais recente, realizada em julho, marcou 32,7 pontos, indicando um cenário que exige atenção contínua do poder público.

Entre os principais fatores que motivaram a preocupação dos pesquisadores está a concentração de coliformes fecais, que atingiu 960 unidades formadoras de colônia por 100 mililitros, aproximando-se do limite máximo permitido para banho pela legislação vigente. Voluntários e especialistas apontam que a transparência e a ausência de odores fortes na água muitas vezes mascaram o grau real de contaminação presente no local.

Além da carga bacteriana, o monitoramento destacou baixos níveis de oxigênio dissolvido e o acúmulo expressivo de resíduos sólidos e plásticos nas margens e áreas de manguezal. Regiões como Passo da Pátria e Redinha sofrem diretamente com o depósito de detritos, o que impacta a biodiversidade local e a cadeia econômica ligada à pesca artesanal e ao turismo náutico.

Para os integrantes do projeto, o esforço isolado da sociedade civil em ações de limpeza semanal não é suficiente para combater as causas estruturais da poluição no estuário. Especialistas reforçam a necessidade de ampliar a fiscalização ambiental, coibir o lançamento irregular de efluentes e monitorar as atividades portuárias e industriais para garantir a sustentabilidade a longo prazo do manancial potiguar.

Com informações de saibamais

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