Bússola Potiguar
Saúde

Hospitais privados suspendem atendimentos pelo SUS em Natal

Unidades alegam atrasos recorrentes em repasses financeiros do Governo do Estado e paralisação atinge novos pacientes.

Redação Bussola Potiguar·31 de julho de 2026·1 min de leitura
Wikimedia Commons|https://pt.wikipedia.org/wiki/Hospital

Três hospitais privados localizados em Natal anunciaram a suspensão de novos atendimentos a pacientes encaminhados pelo Sistema Único de Saúde. A medida afeta diretamente a rede de assistência gerenciada por meio de pactuações com o Governo do Rio Grande do Norte, que é responsável pelos repasses financeiros às unidades prestadoras de serviço.

A paralisação atinge o Hospital Rio Grande, o Hospital Memorial São Francisco e o Hospital do Coração. Conforme as informações divulgadas pelas instituições, os atrasos prolongados nos pagamentos comprometeram a estabilidade financeira necessária para a manutenção das equipes de saúde e a realização dos procedimentos especializados previstos nos contratos.

O Hospital Memorial São Francisco informou, por meio de nota oficial, que enfrenta dificuldades recorrentes nos últimos meses devido à falta de regularidade nos depósitos da rede estadual. A unidade destacou ainda que houve descumprimento de acordos de parcelamento firmados anteriormente com a administração estadual para a quitação dos valores pendentes.

Diante do cenário de escassez de recursos para o custeio operacional, o atendimento a novos pacientes da rede pública foi interrompido, enquanto os internados continuam recebendo assistência. O Hospital Rio Grande iniciou a suspensão das novas admissões, acumulando registros de pagamentos em atraso que chegam a vários meses em alguns casos específicos.

Os estabelecimentos reforçaram que a decisão foi tomada como medida de pressão para buscar a regularização fiscal por parte do Poder Executivo estadual. Até o encerramento desta matéria, a Secretaria Estadual de Saúde Pública não havia se pronunciado oficialmente sobre as providências para solucionar o impasse e restabelecer os serviços.

Com informações de agorarn

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