Bússola Potiguar
Política

Paraguai entrega nota de repúdio ao Brasil após declarações de Lula

Governo paraguaio manifesta descontentamento com falas sobre a Guerra da Tríplice Aliança e cobra reparação histórica.

Redação Bussola Potiguar·31 de julho de 2026·1 min de leitura
Wikimedia Commons|https://pt.wikipedia.org/wiki/Luiz_In%C3%A1cio_Lula_da_Silva

O governo do Paraguai formalizou nesta sexta-feira a entrega de uma nota de repúdio ao embaixador do Brasil em Assunção, José Antonio Marcondes de Carvalho. O documento diplomatico foi direcionado ao ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, durante uma reunião realizada entre autoridades paraguaias e representantes da diplomacia brasileira no país vizinho.

Na manifestação oficial, o governo paraguaio sustenta que as recentes declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva sobre a Guerra da Tríplice Aliança apresentam fatos históricos de maneira distorcida. O texto rejeita o teor das falas presidenciais e argumenta que os acontecimentos do conflito devem ser tratados com responsabilidade, respeito mútuo e espírito de reconciliação.

Além da contestação histórica, a chancelaria paraguaia reiterou o pedido pela devolução de bens levados durante o conflito armado ocorrido no século XIX. Entre os itens solicitados pelo governo estão um canhão histórico, outros troféus de guerra e documentos oficiais, classificados pelas autoridades locais como um ato necessário de reparação histórica.

Apesar do atrito diplomático gerado pelas declarações, o vice-presidente do Paraguai, Pedro Alliana, buscou amenizar a situação após o encontro. Segundo Alliana, o representante brasileiro assegurou que o chefe do Executivo federal não teve a intenção de ofender o povo paraguaio, indicando que a gestão atual não pretende aprofundar a crise entre os dois países.

As divergências surgiram após um pronunciamento em que o presidente brasileiro afirmou que o Paraguai teria dado início ao confronto ao invadir territórios do Brasil, da Argentina e do Uruguai. A Guerra da Tríplice Aliança, travada entre 1864 e 1870, resultou em perdas demográficas severas para a população paraguaia e permanece como um tema sensível nas relações bilaterais.

Com informações de agorarn

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