Projeto de saneamento no RN enfrenta desafios com cenário econômico e eleitoral
Plano de R$ 4 bilhões para universalização do esgoto no estado aguarda edital em meio a incertezas sobre o futuro político potiguar.

O Rio Grande do Norte prepara o maior projeto de saneamento de sua história, com o objetivo de ampliar a rede de esgotamento sanitário em 48 municípios. Estruturada pelo BNDES em parceria com a Caern, a proposta prevê investimentos de R$ 4 bilhões para elevar o índice de cobertura de um terço da população para 90% até 2033.
O modelo desenhado para o estado adota uma via intermediária, mantendo a Caern como estatal responsável pelo controle hídrico e pela relação comercial com o usuário, enquanto a iniciativa privada assume a expansão e operação da rede. A estratégia buscou conciliar a necessidade de investimentos com as resistências políticas históricas à privatização plena do setor.
Entretanto, o cronograma do projeto coincide com o calendário eleitoral, o que gera incertezas entre potenciais investidores. Com a publicação do edital prevista apenas para o final do ano, o próximo governador terá papel decisivo na manutenção ou alteração dos termos estabelecidos, um fator de risco que pode afastar o interesse do mercado.
O cenário nacional também impõe cautela, dado que o mercado tem demonstrado menor apetite para licitações recentes em outros estados. Projetos complexos, aliados aos juros elevados, tornam o ambiente de negócios mais rigoroso, exigindo que os candidatos ao governo estadual apresentem posicionamentos claros sobre a continuidade desta política de saneamento.
Com informações de tribunadonorte


