Bússola Potiguar
Economia

Arrecadação federal do país atinge recorde histórico em junho

Receitas federais somaram R$ 264,4 bilhões no período, impulsionadas por pagamentos extraordinários e alta no mercado de trabalho.

Redação Bussola Potiguar·31 de julho de 2026·2 min de leitura
Wikimedia Commons|https://pt.wikipedia.org/wiki/Receita_Federal_do_Brasil

A arrecadação das receitas federais alcançou a marca de R$ 264,4 bilhões no mês de junho, registrando um crescimento real de 7,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O balanço oficial foi divulgado pela Receita Federal e consolida o maior patamar já registrado para o mês de junho desde o início da série histórica, iniciada no ano de 2000. O montante, já descontado o impacto da inflação, reflete um desempenho expressivo na arrecadação tributária em âmbito nacional.

No acumulado dos seis primeiros meses do ano, a arrecadação total atingiu R$ 1,587 trilhão, o que representa uma alta real de 6,6% frente ao primeiro semestre do ano passado. Desse total arrecadado no sexto mês do ano, cerca de R$ 255,3 bilhões referem-se a receitas administradas diretamente pelo órgão fiscalizador. O avanço foi puxado de maneira significativa pelo Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e pela Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.

Os tributos incidentes sobre o lucro e o faturamento corporativo somaram R$ 33,2 bilhões em junho, apontando uma expansão real de 20,4%. O resultado foi beneficiado pelo aumento nos pagamentos por estimativa mensal efetuados pelas empresas e por aportes de caráter extraordinário. As chamadas receitas atípicas totalizaram R$ 7,7 bilhões no período, englobando recursos de recolhimentos excepcionais e valores obtidos com a tributação sobre a exportação de petróleo bruto.

No setor previdenciário, o recolhimento chegou a R$ 64,48 bilhões, com alta real de 4,7%, impulsionado pela ampliação da massa salarial e pelos reflexos da reoneração gradual da folha de pagamento. Paralelamente, os tributos associados às importações cresceram 22,87% devido ao volume de compras externas, enquanto os juros elevados ampliaram as receitas sobre aplicações financeiras. O Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos de capital atingiu R$ 29,4 bilhões, registrando acréscimo de 12,4%.

Apesar da marca recorde obtida nos primeiros meses do ano, analistas apontam que a forte presença de receitas extraordinárias e o comportamento de setores específicos influenciaram diretamente o resultado. Com a retração observada na produção industrial e nas vendas do comércio em períodos recentes, a manutenção do mesmo ritmo de crescimento na arrecadação poderá enfrentar desafios ao longo do segundo semestre.

Com informações de agorarn

Comentários

Deixe um comentário

Comentários são moderados antes de publicar.

Leia também