Arrecadação federal do país atinge recorde histórico em junho
Receitas federais somaram R$ 264,4 bilhões no período, impulsionadas por pagamentos extraordinários e alta no mercado de trabalho.
A arrecadação das receitas federais alcançou a marca de R$ 264,4 bilhões no mês de junho, registrando um crescimento real de 7,7% em comparação com o mesmo período do ano anterior. O balanço oficial foi divulgado pela Receita Federal e consolida o maior patamar já registrado para o mês de junho desde o início da série histórica, iniciada no ano de 2000. O montante, já descontado o impacto da inflação, reflete um desempenho expressivo na arrecadação tributária em âmbito nacional.
No acumulado dos seis primeiros meses do ano, a arrecadação total atingiu R$ 1,587 trilhão, o que representa uma alta real de 6,6% frente ao primeiro semestre do ano passado. Desse total arrecadado no sexto mês do ano, cerca de R$ 255,3 bilhões referem-se a receitas administradas diretamente pelo órgão fiscalizador. O avanço foi puxado de maneira significativa pelo Imposto de Renda da Pessoa Jurídica e pela Contribuição Social sobre o Lucro Líquido.
Os tributos incidentes sobre o lucro e o faturamento corporativo somaram R$ 33,2 bilhões em junho, apontando uma expansão real de 20,4%. O resultado foi beneficiado pelo aumento nos pagamentos por estimativa mensal efetuados pelas empresas e por aportes de caráter extraordinário. As chamadas receitas atípicas totalizaram R$ 7,7 bilhões no período, englobando recursos de recolhimentos excepcionais e valores obtidos com a tributação sobre a exportação de petróleo bruto.
No setor previdenciário, o recolhimento chegou a R$ 64,48 bilhões, com alta real de 4,7%, impulsionado pela ampliação da massa salarial e pelos reflexos da reoneração gradual da folha de pagamento. Paralelamente, os tributos associados às importações cresceram 22,87% devido ao volume de compras externas, enquanto os juros elevados ampliaram as receitas sobre aplicações financeiras. O Imposto de Renda Retido na Fonte sobre rendimentos de capital atingiu R$ 29,4 bilhões, registrando acréscimo de 12,4%.
Apesar da marca recorde obtida nos primeiros meses do ano, analistas apontam que a forte presença de receitas extraordinárias e o comportamento de setores específicos influenciaram diretamente o resultado. Com a retração observada na produção industrial e nas vendas do comércio em períodos recentes, a manutenção do mesmo ritmo de crescimento na arrecadação poderá enfrentar desafios ao longo do segundo semestre.
Com informações de agorarn


