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RN lidera exportação de frutas frescas do país com 48% dos embarques

Levantamento da Conab aponta protagonismo potiguar no mercado externo de frutas em 2025, impulsionado por melão e melancia.

Redação Bussola Potiguar·29 de julho de 2026·2 min de leitura
RN lidera exportação de frutas frescas do país com 48% dos embarques

O Rio Grande do Norte consolidou sua posição como a principal força da fruticultura brasileira voltada ao mercado externo ao longo do ano de 2025. Quase metade de todas as frutas frescas exportadas pelo país teve origem no território potiguar, que respondeu por 48% dos embarques nacionais registrados no período. Os dados foram divulgados nesta terça-feira (28) pela Companhia Nacional de Abastecimento, por meio do levantamento vinculado ao Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro.

O desempenho expressivo do estado é atribuído por especialistas à combinação de tecnologia aplicada ao campo, sistemas eficientes de irrigação e um planejamento produtivo voltado tanto para o suprimento interno quanto para compradores internacionais. A eficiência logística e produtiva permitiu ao Rio Grande do Norte manter a regularidade no fornecimento mesmo durante períodos de entressafra em outras regiões agrícolas do país, ampliando a competitividade no exterior.

Entre os principais produtos responsáveis pela liderança potiguar destacam-se o melão e a melancia, cultivados em polos produtivos que dividem espaço e sinergia com o estado vizinho do Ceará. As exportações nacionais de melão registraram crescimento expressivo de 16% em volume e de 25% em faturamento, alcançando 283 mil toneladas e receitas da ordem de US$ 231 milhões. Já a produção de melancias, incluindo as variedades mini, apresentou alta de 40% no volume exportado, saltando para 185,5 mil toneladas, enquanto o faturamento avançou 57,3%.

A União Europeia permaneceu como o principal destino das frutas frescas produzidas no Brasil, concentrando cerca de 77% das aquisições totais do bloco. Países Baixos, Reino Unido, Estados Unidos e Espanha lideraram o ranking dos maiores mercados importadores dos produtos brasileiros, que também incluem mangas, limões, limas, uvas, bananas e mamões. A alta demanda internacional ajudou a amortecer oscilações registradas no mercado doméstico e os impactos decorrentes de variações climáticas em áreas produtoras.

Para analistas econômicos, a expressiva participação do estado no comércio exterior evidencia a vantagem competitiva alcançada pela agricultura irrigada potiguar. O desafio apontado para os próximos anos envolve a ampliação da agregação de valor aos produtos locais e a diversificação de novos mercados compradores, com o objetivo de mitigar eventuais vulnerabilidades econômicas associadas à dependência do cenário europeu.

Com informações de saibamais

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